terça-feira, 31 de julho de 2012

Noz Mágica

       Com sete anos, Erica adora brincar com os amigos e as suas tardes livres eram ocupadas com brincadeiras e divertimentos.
Numa tarde em que ajudava a mãe em algumas tarefas domésticas, Erica dirigiu-se para a cozinha, preparada para arrumar a bancada. Organizando frascos, talheres e outras coisas, Erica encontrou uma noz que instantaneamente lhe despertou atenção. Pegando-lhe e guardando-a no bolso, Erica continuou as tarefas que estava a realizar.
Ao anoitecer, preparando-se para ir para a cama, colocou a noz em cima da mesa de cabeceira e deitou-se. Pouco depois, uma luz muito brilhante iluminou todo o quarto e uma voz disse:
- Sou a fada Ariana e agora que me libertaste, vou levar-te a um sitio encantado e mágico.
Agitando uma varinha de condão, Erica foi transportada para um lindo jardim, cheio de flores e de diversos animais.
Vendo um bonito malmequer, Erica ouviu:
- Riscas! Vamos ouvir a história que o Cucas vai contar.
Olhando para trás, Erica viu um simpático coelhinho branco com riscas douradas. Não vendo ninguém que pudesse ter falado, Erica olhou para o coelhinho que lhe disse:
- Olá! Vem connosco ouvir uma história.
Aceitando o convite, Erica acompanhou-o até uma gigantesca árvore, onde outros animais se preparavam para escutar a história. Sentando-se numa pedra, Erica ficou à espera do que se iria passar a seguir.
Segundos depois, foi a vez de chegar um grande e sorridente urso que, apontando para uma árvore, disse:
- Hoje vou contar-vos uma história. Quando nasci, todos os dias vinha brincar com esta árvore e com os outros animais. Ficámos amigos e, um dia ela contou-me a história de todo este jardim.
Atenta, Erica permaneceu calada e sentindo uma grande curiosidade, ouviu:
- No início, existia aqui um grande e profundo lago que, quando os animais bebiam da sua água, acabavam por perder a sua voz. Numa manhã em que o Sol tentava furar as nuvens, apareceu aqui uma linda borboleta de diversas cores que, vendo que os animais não conseguiam fazer os seus sons, decidiu procurar uma solução. Tentando resolver aquele problema, foi falar com a Rainha das Fadas que lhe deu uma poção mágica para pôr na água. Ao fazer isso, o lago estremeceu e para além da sua água ter ficado muito mais clara, toda a sua profundidade desapareceu. A partir daí, muitas plantas cresceram e assim originaram este jardim.
Acompanhando o coelhinho, Erica viu outros animais e sorrindo disse:
- Este jardim é muito bonito.
Ao chegar a um espaço verde decorado com papoilas, Erica viu alguns animais reunidos. Aproximando-se, o seu amigo coelho disse:
- Estamos aqui para conheceres alguns dos animais que aqui moram.
Começando a apresentação, o coelho disse:
- Eu sou o Pompom. Ali estão o gato Riscas e o Max, o nosso cão de guarda. Ao meu lado está o Bolas, o amigo veado e o Pepe, o canguru saltitante. Ao lado das papoilas, está o Nali, o nosso amigo koala. Sempre voando de flor em flor, temos a borboleta Fifi sem esquecer o nosso amigo urso, o Pingas.
Apresentando-se, Erica disse:
- Eu sou a Erica.
Pousando nos seus cabelos, Fifi disse:
- Vem comigo que vou-te mostrar o jardim.
Caminhando entre lindos e radiantes girassóis, Erica observou as mais belas flores e os mais bonitos arbustos. Visitando longos jardins floridos e observando belos lagos, Erica e Fifi regressaram para junto de Cucas, encontrando Pompom e Nali. Deslumbrada com toda aquela beleza, Erica escutava os pássaros cantar e observava as borboletas voar.
Ao chegar perto de uma grande e florida amendoeira, Erica e Fifi viram Nali muito atarefado a semear flores e a regar os jardins. Num momento em que Nali caminhava em direção a um pequeno lago, Pepe aproximou-se e disse:
- Amigo! Nos jardins do lado Sudoeste as flores estão tristes e a chorar.
Ouvindo aquilo, Nali olhou Erica e disse-lhe:
- Se quiseres podes vir fazer-me companhia.
Aceitando a ideia, Erica acompanhou-o e atravessando a zona dos plátanos, seguiram-se inúmeros jardins onde as flores lá existentes estavam murchas e tristonhas. Aproximando-se, Nali perguntou:
- Porque estão tristes?
Com uma voz fininha, um malmequer sussurrou:
- Já à muito tempo que não recebemos água e, por isso estamos quase a secar.
Compreendendo o que as flores estavam a sentir, Erica disse:
- Não podemos deixar que as flores sequem e morram. Temos que as ajudar.
Olhando-a, Nali disse:
- Gostava de ajudar mas, não sei como.
Pensando um pouco, Erica olhou para os jardins e perguntou:
- Onde podemos encontrar água?
Começando a andar, Nali disse:
- Vem comigo que eu vou-te levar até ao Lago Cintilante.
Aproximando-se Pompom decidiu fazer-lhes companhia e assim, começaram a andar. Depois de atravessarem longos campos de flores e de arbustos, Erica olhou para o céu e viu inúmeros pássaros a voar.
Ao fim de mais alguns metros, escondido atrás do junco estava o Lago Cintilante.
Começando a falar, Erica perguntou:
- Lago Cintilante!? Porque estás a deixar as flores secar?
Olhando-a, Cintilante respondeu:
- Todos me usam e não me dão o valor que mereço. Por isso, decidi castigá-los.
Escutando atentamente, Erica disse:
- Percebo o que estás a sentir e por isso, vou ajudar para que tudo volte ao normal.
Regressando para ao pé de Cucas, Erica contou-lhe tudo. Ele, depois de pensar um bocado, Cucas disse:
- Sabes que não posso sair daqui para te ajudar. Tudo o que posso fazer é falar com os amigos pássaros e pedir-lhes ajuda.
Aceitando a ajuda, Erica foi ter com os amigos veados e aproximando-se de Bolas contou-lhe como tinha sido a conversa com Cintilante. Querendo ajudar, Bolas disse:
- Vou falar com todos os meus amigos e vamos ajudar.
Desejosa de ajudar, Erica disse:
- Temos que ser rápidos.
Concordando, Bolas perguntou:
- Como vamos fazer para falar com os outros animais?
Depois de pensar um bocado, Erica disse:
- A melhor solução é fazermos uma reunião com todos os animais e assim contamos-lhes tudo.
Com grande vontade de ajudar, Cucas disse:
- Podemos pedir ao senhor Vento para dizer a todos os animais que vamos fazer esta reunião. Ele que é rápido consegue fazer isso melhor.
Concordando, Erica disse:
- Temos que falar com ele o mais rápido possível.
Enquanto pensavam, Fifi aproximou-se e perguntou:
- Que se passa!? Porque estão tão preocupados?
Contando-lhe tudo o que estava a acontecer, Erica olhou Fifi que agora mostrava umas cores escuras e apagadas. Prontificando-se para ajudar, Fifi disse:
- Vou já falar com o senhor Vento.
Desaparecendo no céu, Fifi voou até ele e depois de contar tudo o que estava a acontecer, regressou para junto dos amigos.
Pouco depois, após algumas rajadas de vento os animais começaram a chegar ao pé de Cucas. Depois de falarem acerca de Cintilante e te tentarem encontrar uma solução para o seu problema, Erica perguntou:
- O que acham de fazermos uma festa e então, mostramos-lhe que vamos começar a respeitá-lo e a ajudá-lo?
Ao ouvirem a ideia, os amigos disseram:
- Vamos!
Iniciando os preparativos Pingas, Nali e Pepe começaram a recolher flores e ervas bem cheirosas. Bolas, Riscas e Pompom prepararam os amigos grilos e cigarras para cantarem, enquanto Max ajudava Erica a ensinar as flores a dançar.
Atarefados com os preparativos os animais sorriam e de repente, o Sol radioso que iluminava o dia, desapareceu.
Erica, olhando para o amigo Sol viu-o muito triste com os seus raios tão apagados que perguntou:
- Porque estás triste?
Sem conseguir sorrir, o Sol respondeu:
- Vocês vão ter uma festa e eu, vou ficar aqui sozinho e triste.
Olhando-o, Erica disse:
- Não vais ficar sozinho e, precisamos de ti para iluminar tudo. Sem a tua luz e o teu calor não podemos viver. És essencial na festa.
Sorrindo, o amigo Sol disse:
- Vou fazer o possível para que seja uma festa maravilhosa.
Enquanto continuavam os preparativos, Fifi que esvoaçava levemente, disse:
- Erica, as minhas amigas flores estão a preparar-nos uma surpresa.
Os preparativos foram continuando e todos os animais estavam felizes e contentes.
Ao fim da tarde quando já estava tudo preparado, os animais começaram a chegar e as flores ofereciam de surpresa, lindas coroas floridas feitas por elas mesmas.
Com os grilos a cantar, as flores a dançar e todos os animais e plantas felizes, a alegria era muita. Enquanto Erica se divertia, o lago Cintilante mostrava a sua alegria com suaves e meigas ondas suaves.
Toda aquela animação parecia não ter fim e a alegria era cada vez maior.
Enquanto observava as flores a dançar, Erica sorria feliz e animada. No momento, em que Max e Pompom brincavam com alguns balões, um rebentou provocando um grande estrondo.
Com esse barulho, Erica viu-se sentada na sua cama. Confusa com tudo aquilo levantou-se e, ao olhar para a sua mesa de cabeceira, viu a noz aberta e completamente vazia.
Preparando-se e indo ter com a mãe, Erica encontrou no centro da mesa uma bonita coroa de flores, igual às utilizadas na festa. Sem conseguir perceber se tudo tinha sido real ou um sonho, Erica decidiu não contar a ninguém e assim, guardar aquele momento só para si.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Seguindo as curvas da vida                             Gritando bem alto o teu nome
Pensei conseguir-te encontrar                          Esperei consegui-lo apagar
Atravessando labirintos                                   Olhando atenta o anoitecer
Senti o custo de amar                                      Tentei deixar de te recordar
Mergulhando no sentimento amor         
Parei para pensar                                             Atravessando montanhas
Se valeria a pena                                              Procuro encontrar a razão
Continuar a por ti chorar                                  Para perceber se o amor
                                                                       É real ou não

Ouvindo as dúvidas do coração                       Perdida na linha da vida
Tento perceber o amor                                    Escutei a palavra amor
Recordando os sentimentos                             Procurando o seu sentido
Causados pela palavra dor                               Recordei uma bela flor

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Casa Roxa
      
Era uma vez um grupo de amigos, que adorava explorar locais abandonados e nunca antes investigados.
         Este grupo de amigos era constituído pela Sara, o Tomás, a Catarina, o Bruno, a Patricia, o Tó, a Cristiana e o André, que habitavam numa aldeia chamada Pedreta.
         Na Pedreta existiam muitas casas abandonadas e nunca antes exploradas. Num dia de reunião a Cristiana disse:
         - Podíamos ir explorar a casa velha da Rua da Quelha, o que acham?
         - Em qual casa estás a pensar? – perguntou o Tomás.
         - Estou a pensar na casa roxa, que sempre me despertou atenção – respondeu a Cristiana.
         -Vamos! – gritaram todos em uníssono.
         Saíram em direcção à casa e depois de andarem um bocado, chegaram. Aproximaram-se da porta de entrada e viram que apesar de velha, estava trancada.
         Começaram a circular à volta da casa, até que viram uma janela, sem vidros.
         O Bruno subiu a janela, mas para sua infelicidade ouviu o sino bater as 19:00. Depois de lamentarem ter de ir para casa, os amigos combinaram que no dia seguinte iriam continuar a exploração.
         No dia seguinte, encontraram-se na casa roxa e um a um entraram pela janela.
         Já dentro da casa, começaram a distribuir as tarefas.
         - Tomás, tu e a Catarina vão ver onde deve ter sido a sala. André e Patricia, vão ver os quartos. Tó e Cristiana, vocês vão ver o sótão. Eu e o Bruno, vamos ver a cozinha – disse a Sara.
         Começaram todos a explorar até que o Tomás disse:
         - Catarina, ajuda-me a abrir estas gavetas.
         Abriram as gavetas e depois de encontrarem muito pó, saíram sem terem nada de interessante.
         Nos quartos, o André e a Patricia não encontraram nada. Depois de vasculharem o sótão, o Tó e a Cristiana também não tinham encontrado nada. Na cozinha, a Sara e o Bruno só encontraram formigas.
         Os amigos reuniram-se novamente e depois de verem que não tinham descoberto nada de interessante, saíram para a rua e observaram melhor a casa. Contaram o total de janelas e portas e viram uma pequena janela, encostada ao chão, que estava escondida por uns arbustos. Começaram a comentar:
         - Vamos espreitar pela janela, para tentarmos ver alguma coisa – disse a Patricia.
         Espreitaram todos e por fim o André disse:
         - Venham ver! Há uma porta ali ao fundo.
         Foram todos ver e decidiram:
         - Vamos entrar na casa a ver se encontramos essa porta – disse a Catarina.
         Entraram na casa e começaram a procurar a porta, não a encontrando.
         Decidiram dividir a equipa em grupos e cada um começou a explorar uma parte da casa. Procuraram nos quartos, na sala, na cozinha, no sótão e nada.
Já fartos de procurar o que não aparecia, os amigos viram na cozinha um armário de madeira de forma esquisita e unido à parede.
Resolveram abri-lo e com pontapés e murros, conseguiram que a porta caísse e assim entraram no armário esquisito. No seu interior, viram um longo corredor que instantaneamente decidiram percorrer.
         Andaram uns metros e chegaram a uma porta, que depois de aberta mostrava a sala onde existia a tal janela. Entraram e viram que lá existiam muitas arcas e baús. Começaram a abri-las e onde só pensavam encontrar pó, encontraram umas folhas de um papel estranho. Pegaram em algumas e foram ao museu da Pedreta.
         Lá chegados, pediram para falar com o Sr. Paulo, o director do museu e mostraram-lhe as folhas. O Sr. Paulo espantado perguntou-lhes:
         - Onde arranjaram isto!? Estas folhas são de papiro.
         A Cristiana depois de olhar para os amigos, disse:
         - Encontrámo-las numa casa em ruínas.
         - Têm de me levar lá – disse o Sr. Paulo.
         Dirigiram-se à Rua Pirilampo e mostraram a casa roxa ao Sr. Paulo.
         Entraram todos na casa e dirigiram-se a um armário existente na sala. Depois de observar o armário, o Sr. Paulo disse:
         -Isto tem aqui livros que datam do século XVI. Vamos ver alguns, mas amanhã pois hoje já é tarde.
         Regressaram todos a casa e no dia seguinte encontraram-se novamente.
         Começaram a folhear os livros lá existentes e a Catarina exclamou:
         - Pessoal! Está aqui um texto muito interessante que diz:
“Esta casa pertencente a Tibúrcio III é oferecida a Maria Marcolina, como prenda de seu aniversário”
Com alegria, os amigos pegaram no livro e dirigiram-se à biblioteca. Lá, começaram a procurar informações em livros da História de Portugal, mas não encontraram nada. Lembraram-se então de procurar na História da Pedreta.
Começaram pelos seus habitantes, mas não encontraram nada. De seguida, foram à Internet ver se os nomes Tibúrcio III e Maria Marcolina existiam lá. Procuraram e descobriram que Tibúrcio III e Maria Marcolina tinham sido uns nobres.
Excitados correram para casa e contaram tudo aos familiares, que não acreditaram.
No dia seguinte, tiraram fotografias ao interior e exterior da casa, com o fim de juntamente com a história da descoberta, enviar tudo para um jornal que editasse a notícia.
Passados uns dias, os amigos foram contactados por um canal televisivo, que interessados na história os entrevistaram transmitindo a história.
No dia seguinte, receberam o convite de uma editora que tornou a aventura em livro.
Cada vez mais felizes, os amigos ocupavam os tempos livres a relembrar a aventura.
Contentes e orgulhosos pela descoberta, todos os dias visitavam a casa roxa, esperando sempre por mais uma aventura.
Numa manhã em que percorriam a Rua Pomba Branca, o Tó disse:
- Temos de voltar à Biblioteca Pedretense. Nas enciclopédias da História da Pedreta devem existir mais informações sobre Tibúrcio III e Maria Marcolina.
-Para quê!? – perguntaram os amigos.
- Algo me diz que a nossa aventura ainda não acabou – respondeu o Tó.
Depois de aceitarem a ideia, os amigos dirigiram-se à biblioteca onde começaram a procurar informações. Folhearam enciclopédias e manuais e depois de muita procura, encontraram um livro onde leram:
“No decorrer de 1551, inúmeros objectos pertencentes à nobre família de Tibúrcio III desapareceram. Valiosas arqueologicamente, as peças desaparecidas, com o passar dos anos continuam a dar origem a muita procura.”
Os amigos, depois de lerem a informação olharam uns para os outros e segundos depois o André disse:
-Já imaginaram o que seria se encontrássemos as peças desaparecidas?
- Podemos tentar – disse a Patricia.
- Começamos a procurar onde? – perguntou o Bruno.
- Vamos começar por ir à casa roxa – disse a Cristiana.
Os amigos aceitaram a ideia, dirigindo-se para a casa roxa. Ao chegarem, entraram pela janela sem vidros e foram para a sala. Lá, aproximaram-se de uma estante com livros muito antigos. A Sara começou a folhear um e os amigos seguiram-lhe o exemplo. Todos procuravam alguma coisa, sem saberem ao certo o quê.
Depois de folhearem os livros sem encontrarem nada, o Tomás disse:
- O que acham de irmos à loja de antiguidades que tem alguns objectos que pertenceram à classe nobre? Pode ser que encontremos alguma coisa.
Dirigiram-se à loja e ao entrarem disseram ao senhor Canário:
- Gostávamos de saber se tem aqui na loja algumas antiguidades que pertenceram à classe nobre.
- Pois então amigos, venham – disse o senhor Canário.
Ansiosos passaram por algumas prateleiras, chegando a uma estante cheia de louças antigas. Chateados por só terem aquilo, a Sara chamou os amigos a um canto e disse:
- Aqui não há nada que nos interesse. Temos que tentar de outra maneira.
Os amigos ficaram a pensar no assunto, enquanto a Sara se aproximou do senhor Canário e disse:
-Precisamos de fotografar diversas peças da nobreza. Mas, estas só não chegam.
- Então se precisam de mais, vão a casa da Claudete. Ela tem lá peças antigas, que vocês vão gostar de ver – disse o senhor Canário.
Dirigiram-se à casa da senhora Claudete e observaram as peças de loiça e os quadros lá existentes.
Em alguns dos quadros viram campos e bosques, noutros viram moinhos e por último viram um onde estava desenhada uma fonte romana. Ao observarem a imagem, a Cristiana disse:
- Essa fonte não me é estranha. Parece-me que já a vi.
- Então temos que ir visitar as fontes que conhecemos - disse o Bruno.
Animados dirigiram-se à Fonte Transparente, não encontrando nada. De seguida, foram à Fonte Porto Largo, onde também não encontraram nada. Por último decidiram ir à Fonte Cintilante, situada no Largo Tulipa.                                                Ao chegarem, viram que a fonte era a mesma da imagem. Aproximaram-se e começaram a observá-la atentamente, prestando especial atenção às pedras que formavam a sua base. Enquanto olhavam concentrados para as pedras, a Catarina disse:
-Olhem para aqui! Esta pedra tem uma cor diferente das outras.
Os amigos aproximaram-se, olhando a pedra com muita atenção. Segundos depois o Tó disse:
- Olhem! A pedra tem aqui um símbolo esquisito!
A Patrícia, aproximou-se e curiosa tocou no símbolo. Ao ser pressionado, este moveu-se para o interior da pedra, provocando um “clic”. Uma outra pedra começou a mover-se, deslocando-se para o lado esquerdo. Depois de aberta, os amigos olharam para o interior da pedra e viram lá guardadas, as peças desaparecidas.
Com o assunto terminado, os amigos felizes relataram a aventura a uma editora que a publicou, tornando a Pedreta um local de visita.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Circo

   A Pedreta estava muito animada, pois na praça principal estava o Circo Cardinal e Ordinal Zézé Pistola.
   Os habitantes da localidade faziam os possíveis e impossíveis para assistirem aos diversos espectáculos, o que originava muita confusão.
   Os amigos Tomás, Catarina, Bruno, Sara, Tó, Cristiana, André e Patrícia, também faziam tudo para tentar entrar. Ao fim de muita espera conseguiram entrar, ficando ainda mais ansiosos com o espectáculo.
   Sentados na plateia viram leões, palhaços, mágicos, contorcionistas e outras coisas.
   Quando o espectáculo acabou, os amigos saíram animados e comentavam:
   - Foi um espectáculo- disse a Catarina.
   - Adorei os contorcionistas e os malabaristas - disse o Tomás.
   - Eu gostei mais de ver os mágicos e os malabaristas - disse o Tomás.
   - Eu gostei de ver os leões e os trapezistas - disse a Cristiana.
   - Gostei muito de ver os palhaços - disse o Bruno.
   - Nós gostámos do espectáculo todo- disseram os restantes.
   Os amigos continuavam animados a comentar a beleza do espectáculo, quando ouviram:
   - Assaltaram a bilheteira do circo - gritou o porteiro.
   Todas as pessoas se afastaram, com medo de ficarem com as culpas. Os amigos, ficaram interessados e pensando numa nova aventura, decidiram procurar informações.
   Ao verem que a polícia já estava no local, os amigos aproximaram-se e ouviram:
   - Precisava de ir aos camarins, por isso chamei o meu colega Zeca Trapum para me substituir. Ele veio e ficou na bilheteira enquanto eu saí. Quando regressei encontrei o meu colega no chão e já não havia dinheiro nenhum na caixa registadora - explicava o senhor da bilheteira.
   -Diga-me o seu nome - pediu o policia.
   -O meu nome é Zezábéu - disse a senhora.
   Os amigos decidiram então que não iriam ficar a ouvir a polícia, mas que iriam procurar pistas. Começaram a procurar atrás da tenda do circo e viram no chão, uma nota e três moedas. Com os telemóveis tiraram fotos às notas e às moedas e de seguida foram a uma loja imprimi-las.
   Já com as fotografias, os amigos foram estudar o caso, nas suas casas.
   No dia seguinte, reuniram-se e cada um contou o que tinha pensado durante a noite.
   - Eu estive a pensar e acho que podíamos ir ver o livro de entradas e ver o que cada um fez durante a visita- disse a Cristiana.
   - Eu pensei que podíamos ir perguntar ao guarda do circo, se não tinha visto ninguém com um comportamento estranho - disse a Patrícia.
   - Podíamos ir novamente há bilheteira ver se lá encontrávamos alguma pista - disse a Catarina.
   Resolveram ir falar com o guarda, que muito espantado com o interesse dos amigos disse:
   - Andava cá um casal, com uma criança que entraram e saíram num curto espaço de tempo. Eu achei estranho que uma criança, estivesse tão pouco tempo no circo, mas como eles saíam antes de se dar com o roubo, eu não dei importância.
   Os amigos depois de ouvirem aquilo, comentaram e decidiram procurar mais pistas. Dirigiram-se ao porteiro que lhes disse:
   - Vi dois senhores, muito bem vestidos e preparados, que pareciam andar á procura de alguma coisa, aqui no circo. Quando demos o alarme do roubo, eles saíram muito irritados.
   - Eles transportavam alguma coisa? - perguntou a Sara.
   - Eles traziam duas mochilas - respondeu o porteiro.
   - Como é que eles eram, lembra-se? - perguntou o Bruno.
   - Eles eram ruivos, baixos, gordos e tinham vestido calças amarelas e camisolas pretas - respondeu o porteiro.
   Os amigos recomeçaram a procurar pistas e desta vez encontraram no chão um laço e um botão amarelo.
   Continuaram a procurar mas as buscas ficaram dificultadas quando chegou um grupo de pessoas, não lhes permitindo procurar mais.
   No dia seguinte, os amigos aproximaram-se do circo e juntamente com outras pessoas vêm um homem vestido de amarelo e preto. Pensando tratar-se da mesma pessoa, os amigos aproximaram-se. O homem ao ver os amigos começa a falar com o dono do circo. Os amigos, continuaram a aproximar-se e a Catarina disse:
   - Vamo-nos dividir. Sara e Tomás vão por aquele lado. Tó e Patrícia vão por trás das roulottes. André e Cristiana vão por este lado. Eu e o Bruno vamos pela frente.
   Aproximaram-se pelos lados respectivos e ao ficarem perto dos senhores, eles tentaram fugir, sendo apanhados de seguida.
   Os outros visitantes ao verem tanta confusão, chamaram a polícia que rapidamente levou os homens.
   Depois de os amigos explicarem a situação, começaram todos a procurar o dinheiro roubado, encontrando-o escondido em sacos de papel.
   Com a situação resolvida, os amigos orgulhosos terminaram mais uma aventura.O

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ajudem-me

Isto é uma pequena brincadeira que gostava de partilhar.
   Nas linhas que se seguem, vai uma pequena história da minha autoria que, enquanto era escrita deixou as letras escapar, perdendo o final. Queria pedir que, pondo a imaginação a funcionar, quem está a ler isto inventasse o final que gostaria que a história tivesse.
   Aqui vai a história:
   Na aldeia Corrida, numa grande mansão, morava Constância de 9 anos e os seus pais Bernardino e Bernardete. Constância era uma rapariga feliz com muitos amigos e companheiros de brincadeira.
   Numa tarde, enquanto regressava da escola, Constância viu uma rapariga também da sua escola a ajudar a mãe que atarefada segurava um bebé ao colo. Não prestando muita atenção, Constância continuou o seu caminho, rindo da situação que observara.
   Ao chegar a casa, Constância viu os seus pais a discutir. Indo para o seu grande quarto, Constância cumpriu as tarefas escolares e de seguida foi brincar com as suas inúmeras bonecas.
   Quando anoiteceu, Constância foi para a cozinha onde se preparou para jantar com os pais. Depois do jantar, Constância foi ver um pouco de televisão, enquanto os seus pais arrumavam a cozinha.
   Poucos minutos depois, Constância ouviu Bernardete dizer:
   - Como pudeste fazer isto. Nunca imaginei que andasses no jogo.
   Bernardino disse:
   - Foi tudo um convite de amigos.
   Saindo apressada da cozinha, Bernardete foi para o seu quarto trancando a porta. Pensando tratar-se somente de uma discussão passageira, Constância regressou para o seu quarto, adormecendo.
   No dia seguinte, tudo correu como o habitual e Constância esqueceu o que tinha escutado no dia anterior.
   Ao regressar da escola, Constância fez o normal e, já na cama ouviu mais uma discussão:
   - Que estás a dizer!? Perdeste a casa no jogo?
   Bernardino respondeu:
   - Os meus colegas atraiçoaram-me e perdi tudo. Amanhã, temos que sair da casa.
   No dia seguinte, Constância foi acordada pelo ruído que Bernardete fazia ao arrumar as roupas numa mala. Vendo aquilo, Constância perguntou:
   - Que estás a fazer?
   Bernardete, respondeu:
   - Vamos passar uns dias a casa da avó Joaquina.
   Algum tempo depois, Constância e Bernardete entraram no carro dirigindo-se para a casa de Joaquina.
   No dia seguinte, Constância acordou e ao lembrar onde estava, acompanhou a mãe até á cozinha. Lá, ao olhar para tudo tão antigo e estragado, Constância relembrou todos os luxos e facilidades da sua casa a que estava habituada.

Foi a partir daqui que as letras fugiram, deixando o lugar à espera de substituição. Ajudem-me a encontrar o final ideal para esta história.
Mais duas folhas chegam.