terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Circo

   A Pedreta estava muito animada, pois na praça principal estava o Circo Cardinal e Ordinal Zézé Pistola.
   Os habitantes da localidade faziam os possíveis e impossíveis para assistirem aos diversos espectáculos, o que originava muita confusão.
   Os amigos Tomás, Catarina, Bruno, Sara, Tó, Cristiana, André e Patrícia, também faziam tudo para tentar entrar. Ao fim de muita espera conseguiram entrar, ficando ainda mais ansiosos com o espectáculo.
   Sentados na plateia viram leões, palhaços, mágicos, contorcionistas e outras coisas.
   Quando o espectáculo acabou, os amigos saíram animados e comentavam:
   - Foi um espectáculo- disse a Catarina.
   - Adorei os contorcionistas e os malabaristas - disse o Tomás.
   - Eu gostei mais de ver os mágicos e os malabaristas - disse o Tomás.
   - Eu gostei de ver os leões e os trapezistas - disse a Cristiana.
   - Gostei muito de ver os palhaços - disse o Bruno.
   - Nós gostámos do espectáculo todo- disseram os restantes.
   Os amigos continuavam animados a comentar a beleza do espectáculo, quando ouviram:
   - Assaltaram a bilheteira do circo - gritou o porteiro.
   Todas as pessoas se afastaram, com medo de ficarem com as culpas. Os amigos, ficaram interessados e pensando numa nova aventura, decidiram procurar informações.
   Ao verem que a polícia já estava no local, os amigos aproximaram-se e ouviram:
   - Precisava de ir aos camarins, por isso chamei o meu colega Zeca Trapum para me substituir. Ele veio e ficou na bilheteira enquanto eu saí. Quando regressei encontrei o meu colega no chão e já não havia dinheiro nenhum na caixa registadora - explicava o senhor da bilheteira.
   -Diga-me o seu nome - pediu o policia.
   -O meu nome é Zezábéu - disse a senhora.
   Os amigos decidiram então que não iriam ficar a ouvir a polícia, mas que iriam procurar pistas. Começaram a procurar atrás da tenda do circo e viram no chão, uma nota e três moedas. Com os telemóveis tiraram fotos às notas e às moedas e de seguida foram a uma loja imprimi-las.
   Já com as fotografias, os amigos foram estudar o caso, nas suas casas.
   No dia seguinte, reuniram-se e cada um contou o que tinha pensado durante a noite.
   - Eu estive a pensar e acho que podíamos ir ver o livro de entradas e ver o que cada um fez durante a visita- disse a Cristiana.
   - Eu pensei que podíamos ir perguntar ao guarda do circo, se não tinha visto ninguém com um comportamento estranho - disse a Patrícia.
   - Podíamos ir novamente há bilheteira ver se lá encontrávamos alguma pista - disse a Catarina.
   Resolveram ir falar com o guarda, que muito espantado com o interesse dos amigos disse:
   - Andava cá um casal, com uma criança que entraram e saíram num curto espaço de tempo. Eu achei estranho que uma criança, estivesse tão pouco tempo no circo, mas como eles saíam antes de se dar com o roubo, eu não dei importância.
   Os amigos depois de ouvirem aquilo, comentaram e decidiram procurar mais pistas. Dirigiram-se ao porteiro que lhes disse:
   - Vi dois senhores, muito bem vestidos e preparados, que pareciam andar á procura de alguma coisa, aqui no circo. Quando demos o alarme do roubo, eles saíram muito irritados.
   - Eles transportavam alguma coisa? - perguntou a Sara.
   - Eles traziam duas mochilas - respondeu o porteiro.
   - Como é que eles eram, lembra-se? - perguntou o Bruno.
   - Eles eram ruivos, baixos, gordos e tinham vestido calças amarelas e camisolas pretas - respondeu o porteiro.
   Os amigos recomeçaram a procurar pistas e desta vez encontraram no chão um laço e um botão amarelo.
   Continuaram a procurar mas as buscas ficaram dificultadas quando chegou um grupo de pessoas, não lhes permitindo procurar mais.
   No dia seguinte, os amigos aproximaram-se do circo e juntamente com outras pessoas vêm um homem vestido de amarelo e preto. Pensando tratar-se da mesma pessoa, os amigos aproximaram-se. O homem ao ver os amigos começa a falar com o dono do circo. Os amigos, continuaram a aproximar-se e a Catarina disse:
   - Vamo-nos dividir. Sara e Tomás vão por aquele lado. Tó e Patrícia vão por trás das roulottes. André e Cristiana vão por este lado. Eu e o Bruno vamos pela frente.
   Aproximaram-se pelos lados respectivos e ao ficarem perto dos senhores, eles tentaram fugir, sendo apanhados de seguida.
   Os outros visitantes ao verem tanta confusão, chamaram a polícia que rapidamente levou os homens.
   Depois de os amigos explicarem a situação, começaram todos a procurar o dinheiro roubado, encontrando-o escondido em sacos de papel.
   Com a situação resolvida, os amigos orgulhosos terminaram mais uma aventura.O

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ajudem-me

Isto é uma pequena brincadeira que gostava de partilhar.
   Nas linhas que se seguem, vai uma pequena história da minha autoria que, enquanto era escrita deixou as letras escapar, perdendo o final. Queria pedir que, pondo a imaginação a funcionar, quem está a ler isto inventasse o final que gostaria que a história tivesse.
   Aqui vai a história:
   Na aldeia Corrida, numa grande mansão, morava Constância de 9 anos e os seus pais Bernardino e Bernardete. Constância era uma rapariga feliz com muitos amigos e companheiros de brincadeira.
   Numa tarde, enquanto regressava da escola, Constância viu uma rapariga também da sua escola a ajudar a mãe que atarefada segurava um bebé ao colo. Não prestando muita atenção, Constância continuou o seu caminho, rindo da situação que observara.
   Ao chegar a casa, Constância viu os seus pais a discutir. Indo para o seu grande quarto, Constância cumpriu as tarefas escolares e de seguida foi brincar com as suas inúmeras bonecas.
   Quando anoiteceu, Constância foi para a cozinha onde se preparou para jantar com os pais. Depois do jantar, Constância foi ver um pouco de televisão, enquanto os seus pais arrumavam a cozinha.
   Poucos minutos depois, Constância ouviu Bernardete dizer:
   - Como pudeste fazer isto. Nunca imaginei que andasses no jogo.
   Bernardino disse:
   - Foi tudo um convite de amigos.
   Saindo apressada da cozinha, Bernardete foi para o seu quarto trancando a porta. Pensando tratar-se somente de uma discussão passageira, Constância regressou para o seu quarto, adormecendo.
   No dia seguinte, tudo correu como o habitual e Constância esqueceu o que tinha escutado no dia anterior.
   Ao regressar da escola, Constância fez o normal e, já na cama ouviu mais uma discussão:
   - Que estás a dizer!? Perdeste a casa no jogo?
   Bernardino respondeu:
   - Os meus colegas atraiçoaram-me e perdi tudo. Amanhã, temos que sair da casa.
   No dia seguinte, Constância foi acordada pelo ruído que Bernardete fazia ao arrumar as roupas numa mala. Vendo aquilo, Constância perguntou:
   - Que estás a fazer?
   Bernardete, respondeu:
   - Vamos passar uns dias a casa da avó Joaquina.
   Algum tempo depois, Constância e Bernardete entraram no carro dirigindo-se para a casa de Joaquina.
   No dia seguinte, Constância acordou e ao lembrar onde estava, acompanhou a mãe até á cozinha. Lá, ao olhar para tudo tão antigo e estragado, Constância relembrou todos os luxos e facilidades da sua casa a que estava habituada.

Foi a partir daqui que as letras fugiram, deixando o lugar à espera de substituição. Ajudem-me a encontrar o final ideal para esta história.
Mais duas folhas chegam.